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18/10/2026

Mundial de Hóquei em Patins: Portugal desperdiça vantagem de dois golos e cai no prolongamento frente a França

A Seleção Nacional de hóquei em patins falhou o apuramento para a final do Campeonato do Mundo ao ser derrotada por França, por 6-3, após prolongamento, em duelo das meias-finais disputado em Assunção, no Paraguai. A formação lusa chegou a construir uma vantagem de 3-1 durante o segundo tempo, mas cedeu à reação gaulesa nos instantes finais e acabou superada no tempo extra.

Foto: World Skate

O equilíbrio pautou a fase inicial do encontro, desfeito apenas aos 20 minutos quando Marc Rouzé surgiu em zona frontal e bateu Xano Edo para inaugurar o marcador. A resposta portuguesa surgiu à beira do intervalo: numa grande penalidade cometida pelo próprio marcador do golo francês, Gonçalo Alves restabeleceu a igualdade, apontando o seu 199.º golo com a camisola das quinas.

O regresso dos balneários parecia desenhar o caminho do sucesso para Portugal. Numa transição veloz logo nos instantes iniciais da etapa complementar, Miguel Rocha colocou o conjunto nacional em vantagem. Pouco depois, aos 39 minutos, Hélder Nunes desferiu um potente remate de meia distância para fazer o 3-1.

Apesar do ascendente, a equipa portuguesa não conseguiu sentenciar a partida. Gonçalo Alves falhou a conversão de um livre direto resultante da décima falta gaulesa e, na jogada seguinte, uma infração de Querido sobre Herman originou nova grande penalidade, transformada por Carlo Di Benedetto no 3-2.

O encontro ganhou contornos dramáticos nos minutos finais do tempo regulamentar, marcados por agressividade e três cartões azuis (dois para os franceses e um para os lusos). Em pista, reduzidas ambas as equipas a três jogadores de campo, Roberto Di Benedetto assistiu Marc Rouzé para o 3-3, golo que forçou o prolongamento.

No tempo extra, o discernimento francês prevaleceu. Logo a abrir, Carlo Di Benedetto rematou de longe para consumar a reviravolta gaulesa (4-3), num lance em que Xano Edo não conseguiu suster a bola. O cenário complicou-se em definitivo para a equipa das quinas com a amostragem de um cartão vermelho direto a Zé Miranda.

Com os dois conjuntos à beira de atingir o limite de faltas de equipa, a França explorou o contra-ataque: Marc Rouzé assinou o seu terceiro golo na partida (5-3) e, já nos segundos finais, num ambiente tenso e de ânimos exaltados, Carlo Di Benedetto fixou o resultado em 6-3, colocando ponto final no sonho luso de alcançar a final mundialista.

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