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03/10/2021

Benfica quer "sonhar" após cumprir primeiro objetivo na Champions

O Benfica chega a uma inédita fase de grupos da Liga dos Campeões de futebol feminino com vontade de "sonhar", embora bem ciente das dificuldades que deverá encontrar, num grupo com equipas do topo europeu


"Chegar a esta fase deixa-nos com os pés bem assentes na terra e cientes das dificuldades que vamos ter na fase de grupos, somos os desconhecidos", começou por assinalar à agência Lusa o 'team manager' do Benfica, Luís Batista.

Depois de uma campanha quase imaculada na fase prévia, em que afastou as israelitas do Kiryat Gat (4-0), as luxemburguesas do Racing (7-0) e as holandesas do Twente (1-1 fora e 4-0 em casa), era difícil 'escolher' na fase de grupos.

"Acho que é apanágio dos sorteios em que o Benfica participa, não só feminino, mas também masculino, geralmente não temos muita sorte nesta fase do sorteio", analisou Luís Batista, depois de as 'encarnadas' apanharem pela frente o Lyon, líder do 'ranking' da UEFA, o Bayern Munique (4.º) e o Hacken (27.º).

Para o Benfica, eram óbvias as dificuldades que se colocariam, tendo em conta que a equipa, criada há apenas quatro épocas, tem o segundo pior 'ranking' (46.º) entre as 16 participantes, apenas atrás das dinamarquesas do HK Koge (49.º).

"Isso não nos vai retirar, entre aspas, o sonho de poder efetuar bons jogos, contra essas equipas. O primeiro objetivo foi atingido. Agora que estamos lá, temos de sonhar como todas as outras", enfatizou à Lusa o dirigente.

O percurso já feito é também elogiado, com Luís Batista a lembrar que as equipas que o Benfica eliminou têm todas elas mais de 10 anos de competição: "Dignifica mais o trabalho feito no clube e no país".

Mas, é já a olhar para a fase de grupos, na qual se estreia na terça-feira, com uma receção ao Bayern Munique (20:00), que Luís Batista espera um Benfica a crescer -- o que diz ser crucial ao competir com os melhores -, e capaz de ser competitivo.

"Vão ser jogos difíceis, mas estamos mais bem preparados do que estávamos no ano anterior", disse o responsável, quando questionado se o Benfica já será capaz de não 'sofrer' com equipas 'grandes' um desnível tão grande como o da última época com o Chelsea (derrota acumulada de 8-0 nos 16 avos de final).

Para o 'team manager', a evolução no trabalho da equipa feminina dá confiança de que os resultados não tenham essa diferença.

"Continuamos a trabalhar e as nossas atletas conseguiram evoluir, isso deixa-nos confiantes de que resultados com essa expressão não aconteçam e que sejamos mais fortes e competitivos perante estes adversários", admitiu.

A entrada na fase de grupos garantiu ao clube um prémio na ordem dos 400.000 euros, aproximadamente cinco vezes mais do que os 16 avos de final, mas ajudará também ao desenvolvimento do futebol português.

"É um duplo bónus para o Benfica porque atingiu esta fase e para o futebol português. Todos os clubes portugueses participantes na Liga no próximo ano poderão ter uma verba [cerca de 10.000 euros por clube] para utilizar na sua gestão logística, para o qual podem concorrer junto da UEFA", avançou Luís Batista.

Na fase de grupos, a UEFA distribui 50.000 euros por cada vitória e 17.000 por empate, com o campeão europeu a poder chegar a um acumulado de 1,4 milhões de euros.

 

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