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12/09/2021

Reforços salvam nos ‘descontos’ empate do Boavista com Portimonense

Um golo tardio do futebolista Petar Musa resgatou hoje ao Boavista um empate 1-1 com o Portimonense, em jogo da quinta jornada da I Liga, conservando a invencibilidade dos portuenses em casa e dos algarvios fora de portas.


 

No Estádio do Bessa, o brasileiro Carlinhos colocou os ‘alvinegros’ em vantagem, aos 45 minutos, que seria desfeita aos 90+2 pelo croata Petar Musa, assistido pelo camaronês Paul-Georges Ntep, reforços adquiridos recentemente pelos ‘axadrezados’ no mercado.

Depois de ter vencido nas receções aos ‘europeus’ Paços de Ferreira e Santa Clara, o Boavista somou o primeiro empate caseiro e o segundo jogo sem vencer, sendo quinto colocado, com oito pontos, mais um do que o Portimonense, sétimo, que somava por vitórias os jogos disputados fora do Algarve diante de Vitória de Guimarães e Tondela.

Sem Javi García, Reggie Cannon e Tiago Ilori, todos ausentes por motivos físicos, João Pedro Sousa viu Jackson Porozo e Yanis Hamache recuperarem em tempo útil e trocou quatro unidades face à igualdade diante do Vizela (1-1), estreando Petar Musa a titular.

O reforço croata espevitou o ataque ‘axadrezado’ logo aos sete minutos, ao desviar ao lado uma incursão pela direita de Pedro Malheiro, novamente em evidência perto do quarto de hora, quando rematou de longe para defesa apertada de Samuel Portugal.

Petar Musa insistiu logo a seguir, num cabeceamento a centímetros da barra, e tentou ainda um chapéu’ do meio-campo ao guarda-redes dos ‘alvinegros’, aos 24 minutos, exprimindo uma entrada mais atrevida do Boavista perante um Portimonense incipiente.

No primeiro jogo após a saída do goleador Beto, o conjunto de Paulo Sérgio, que deixou Lucas Fernandes e Aylton Boa Morte no banco em relação à derrota frente ao Paços de Ferreira (0-1), só desequilibrou à meia hora, num ‘disparo’ para a bancada de Carlinhos.

Os anfitriões carregaram num pontapé cruzado de Pedro Malheiro, aos 34 minutos, mas foram os algarvios a surpreender a caminho do intervalo, com Fali Candé a cruzar tenso na esquerda e Aponza a deixar correr a bola até Carlinhos, que recebeu de costas para a baliza, resistiu à pressão de Hamache em plena área e rodou para bater Rafael Bracali.

Letal na única vez que visou a baliza contrária durante a primeira parte, o Portimonense castigava o desacerto ofensivo do Boavista, que surgiu no reatamento com Yusupha a render o desinspirado Kenji Gorré e Gustavo Sauer deslocado para o flanco esquerdo.

Os ‘axadrezados’ tentaram acelerar processos e ocupar terrenos mais adiantados, mas quase sofreram novo dissabor aos 56 minutos, com Bracali a impor-se ao regressado Ewerton, servido na direita por Moufi, e Rodrigo Abascal a negar a recarga a Anderson.

O avanço do cronómetro acentuou a ansiedade da formação de João Pedro Sousa, hesitante na invasão ao último terço e sem lucidez suficiente para lidar com diversas paragens no jogo e a crescente agressividade dos pupilos de Paulo Sérgio nos duelos.

Ainda à procura de ritmo, Paul-Georges Ntep foi chamado para os últimos 20 minutos, mas o Portimonense controlava as operações atrás e viu Rafael Bracali agigantar-se no outro lado do campo diante de Renato Júnior, a passe do canhoto Fali Candé, aos 83.

Paradoxalmente à história da etapa inaugural, o Boavista respondeu sem mácula à ineficácia alheia e empatou no segundo minuto de compensação, com Ntep a cruzar na esquerda para uma conclusão finalmente apurada de Musa, deixando Samuel imóvel.

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