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11/09/2021

Patrícia Mamona acaba final do triplo da Liga Diamante no quarto lugar

Patrícia Mamona chegou a meio da grande final do triplo feminino da Liga Diamante no segundo lugar apenas atrás de Yulimar Rojas mas não conseguiu melhorar o 14,33 e terminou na quarta posição.


  A final do triplo salto feminino nos Jogos Olímpicos de Tóquio mostrou bem a qualidade e a competitividade que existe nesta fase na especialidade, com a venezuelana Yulimar Rojas a ganhar a medalha de ouro com um novo recorde mundial de 15,67, Patrícia Mamona a garantir a prata após bater o recorde pessoal e nacional em mais de 30 centímetros naquela que foi a primeira ocasião em que superou a barreira dos 15 metros (15,01) e a espanhola Ana Peleteiro a segurar o bronze num despique até à última com a jamaicana Shanieka Ricketts ganho por apenas três centímetros (14,87-14,84), Também por isso, a grande final de Zurique iria prometer muito espetáculo, naquela que era uma das decisões mais aguardadas do dia.

Com Ana Peleteiro, a cubana Liadagmis Povea e a israelita Hanna Minenko de fora por terem feito apenas uma prova da presente Liga Diamante, não conseguindo assim os pontos suficientes para entrar nas seis mais pontuadas, a atleta portuguesa, que apesar de todas as dificuldades por ter contraído Covid-19 no início do ano conseguiu também sagrar-se em 2021 campeã europeia de Pista Coberta, não teria vida fácil, até pelo momento da época que vive depois do pico trabalhado para os Jogos. Assim, e após ter chegado a meio na segunda posição, a atleta portuguesa acabou por ser superada pelas jamaicanas e ficou em quarto.

Yulimar Rojas, a grande favorita que curiosamente nunca tinha conquistado a Liga Diamante, começou o concurso a fazer logo 15,27, marca que viria a melhorar no último salto com 15,48. Já Patrícia Mamona teve um início a 14,16, foi superada no quarto salto por Shanieka Ricketts (14,41, que viria a subir na derradeira tentativa para 14,64), viu depois Kimberly Williams saltar a 14,47 e o máximo que conseguiu na resposta foi alcançar 14,33, acabando com um nulo quando arriscava tudo para segurar pelo menos o segundo posto. 

De recordar que, até esta grande final de Zurique, Patrícia Mamona tinha somado 17 pontos: foi segunda em Gateshead (14,37 como registo máximo atrás de Ricketts), terceira no Mónaco (14,66 atrás de Ricketts e Rojas) e quinta em Lausana (14,26, atrás de Rojas, Ricketts, Minenko e Kimberly Williams).

A atleta portuguesa nunca conseguiu ganhar uma Liga Diamante no final do ano, prova que foi conquistada pela colombiana Caterine Ibarguen – companheira de treino de Pichardo em Portugal por ser orientada pelo pai do luso-cubano, Jorge – cinco vezes em seis anos entre 2013 e 2018 (a cazaque Olga Rypakova furou esse domínio em 2017) e que no último ano teve como vencedora Shanieka Ricketts. 

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