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04/09/2021

Ganhámos, mas algo vai mal nesta 'caravela': As notas do Qatar-Portugal

Portugal venceu, mas não convenceu. Otávio estreou-se e foi mesmo o melhor em campo.


 A seleção nacional venceu, neste sábado, o jogo de preparação diante do Qatar, por 3-1, na cidade húngara de Debrecen.

Venceu a seleção catari tendo mais posse de bola, mais remates, mais passes, mais cantos, mas um mais que não se traduziu em qualidade de jogo e, em vários momentos, até foi possível ver Portugal anestesiado e sem fluidez de jogo.

Portugal venceu, mas não convenceu. Seria o resumo mais simples de se fazer de uma partida em que nos primeiros 20 minutos as soberanas ocasiões pertenceram ao país asiático e numa etapa complementar em que, com o Qatar reduzido a 10, Portugal só foi capaz de marcar um golo e ainda de sofrer outro (há sete anos que a seleção nacional não sofria golos em cinco jogos consecutivos).

Pelo meio apareceu o imperador Otávio que realizou uma estreia de sonho. marcando o seu primeiro golo com a camisola lusa. Momentos antes, André Silva tinha rubricado, também ele, uma cabeçada triunfal. Um marcador que ficou fechado com um golo, de grande penalidade, do mágico de serviço Bruno Fernandes.

Mas, Portugal tem pouco 'salero'. Vive de rasgos individuais, mas longe está de ser uma sinfonia apaixonante.

Vamos agora às notas de destaque deste Catar-Portugal:

Figura : Não podia pedir melhor estreia. Otávio vestiu pela primeira vez a camisola das quinas e demorou apenas 25 minutos para escrever o seu nome na lista de marcadores. Foi o elemento mais inconformado da maré lusa e o que mais trabalhou para o triunfo. Bem a desarmar e excelente na qualidade do passe. Foram raras as bolas que saíram dos seus pés e terminaram em jogador rival.

Surpresa : Joga no Qatar, mas nasceu em Mem Martins. Pedro Correia foi uma enorme dor de cabeça para Nuno Mendes. Bastante forte nos duelos aéreos, também foi responsável por colocar um travão a várias jogadas perigosas da seleção nacional.

Desilusão : Meshaal Barsham acabou por estragar um jogo de preparação com uma entrada infantil nos minutos finais da primeira parte. Decidiu entrar de forma imprudente sobre Gonçalo Guedes e recebeu, correctamente, ordem de expulsão do árbitro húngaro.

Félix Sanchez : Colocou em sentido Portugal e certamente tirou muitas notas positivas da primeira parte que fez contra o conjunto das quinas. Com menos um e numa segunda parte que recuou linhas e apostou em contra-ataque, apenas se viu o Qatar a espaços. Felix Sanchez tem muito a limar até ao Mundial, nomeadamente corrigir certas atitudes que podem condicionar a seleção catari no certame do próximo ano. Falamos, claro, do lance que deu origem à expulsão de Barsham. Completamente desnecessária. 

Fernando Santos : Ganhar jogos não chega. Claro que no fim todos iremos festejar os triunfos, as conquistas, mas, no final, e tudo espremido, Portugal tem um sumo de fraca qualidade e o preocupante é que cada vez está mais ácido. E o mais estranho disto tudo é que a nossa seleção tem das 'melhores laranjas' à escala mundial. Fernando Santos roda por tudo o que é 'citrino', dá oportunidade a quase todos, porém, no fim, ou o esquema não é o certo, ou os 'gomos' não casam uns com os outros. Hoje, foi difícil beber deste sumo e, meu caro 'engenheiro', só para alertar que, já andamos sedentos de um jogo de primeira apanha da seleção de todos nós.

Árbitro da partida : Boa prestação de Gergo Bogar que esteve bem na decisão mais polémica da partida: a expulsão do guarda-redes Meshaal Barsham.

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