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07/08/2021

Luís Filipe Vieira já pode deixar prisão domiciliária

O juiz Carlos Alexandre aceitou a caução de três milhões de euros através da entrega de dois imóveis e 240 mil euros em dinheiro. Luís Filipe Vieira estava em prisão domiciliária desde 10 de Julho.


 

Luís Filipe Vieira foi notificado esta sexta-feira que já pode sair de casa, após ter apresentado garantias de pagamento da caução de três milhões de euros, confirmou à agência Lusa fonte ligada ao processo, depois de a TVI avançar com a notícia.

O ex-dirigente 'encarnado', cuja notícia da cessação da medida de prisão domiciliária foi avançada pela RTP, deixa assim de estar sujeito a esta medida de coação, depois de o juiz Carlos Alexandre ter aceitado as garantias dadas por Luís Filipe Vieira, que se propôs pagar a caução de três milhões de euros através da entrega de dois imóveis e 240 mil euros em dinheiro.

A mesma fonte referiu que Luís Filipe Vieira apresentou como caução dois imóveis da sociedade Royal Brick, que é detida pelos dois filhos, cujo valor ronda os 2,8 milhões de euros, e 240 mil euros em dinheiro.

Luís Filipe Vieira estava em prisão domiciliária desde 10 de Julho.

O pagamento vai ser feito através da constituição de uma hipoteca sobre os imóveis e do depósito de 200 mil euros. Luís Filipe Vieira está em prisão domiciliária desde o dia 10 de Julho, e quando pagar a caução já poderá sair de casa.

Na primeira proposta de pagamento da caução, recusada pelo juiz Carlos Alexandre, Vieira queria dar como garantia acções do Benfica e parte de um imóvel, situado em Sesimbra.

No processo Cartão Vermelho, Luís Filipe Vieira, além da prisão domiciliária que deixa agora de cumprir, tem como medidas de coação a proibição de sair do país, com a entrega do passaporte, e de contactar com os outros arguidos do processo: o empresário José António dos Santos e o advogado e agente Bruno Macedo, sendo a excepção o seu filho Tiago Vieira e de vários elementos ligados ao Novo Banco.

Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos no início de Julho numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do Benfica e Novo Banco e está indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.

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