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27/08/2021

Cristiano Ronaldo é jogador do Manchester United

O Manchester United acaba de anunciar a contratação de Cristiano Ronaldo. Numa publicação nas redes sociais, os Red Devils dão as boas-vindas ao craque português, que assim regressa a uma casa onde foi muito feliz.


 

O Manchester United acaba de anunciar a contratação de Cristiano Ronaldo. Numa publicação nas redes sociais, os Red Devils dão as boas-vindas ao craque português, que assim regressa a uma casa onde foi muito feliz.

"Bem-vindo à casa, Cristiano", escreveu o clube.

Os Red Devils escrevem ainda que já chegaram a acordo com a Juventus, faltando apenas afinar pormenores do contrato com Cristiano Ronaldo.

"O Manchester United está encantado por confirmar que o clube chegou a acordo com a Juventus para a transferência de Cristiano Ronaldo, sujeito a acordo com os termos pessoais, de visto e médicos", lê-se no comunicado dos 'red devils'.

Cristiano Ronaldo, de 36 anos, vai regressar a Inglaterra e ao Manchester United, no qual alinhou entre 2003 e 2009, tendo conquistado uma Liga dos Campeões, três campeonatos, um Mundial de Clubes, uma Taça de Inglaterra, duas Taças da Liga inglesa e uma Supertaça.

O português, que tinha chegado aos ‘red devils’ proveniente do Sporting, rumou depois ao Real Madrid, clube no qual alinhou durante quase uma década, entre 2009 e 2018, alcançando quatro ‘Champions’, três Mundiais de Clubes, dois campeonatos, duas Taças do Rei, três Supertaças europeias e duas Supertaças de Espanha.

Seguiu-se a experiência na Juventus, desde 2018, tendo vencido dois campeonatos, uma Taça de Itália e duas Supertaças italianas.

No emblema de Old Trafford, ao serviço do qual Cristiano Ronaldo marcou 118 golos em 292 jogos, o avançado vai encontrar o internacional português Bruno Fernandes.

 

"Todos no clube esperam receber Cristiano de volta a Manchester", remata o comunicado do clube.

O bom filho a casa torna

É o regresso de Cristiano Ronaldo à Premier League, mais de uma década depois de ter deixado os 'red devils' em 2009. Este acaba por ser um volta-face, já que o português esteve mais próximo de assinar pelos citizens, mas as negociações acabaram por cair por terra nas últimas horas. Os dirigentes do City terão analisado o negócio e acabaram por não avançar com uma proposta. Intervenção de Ferguson, seu antigo treinador no United, terá sido absolutamente decisiva para o volte-face. O técnico foi quem pediu a contratação do português em 2003. CR7 está assim de regresso ao seu antigo clube.

O último dia de treino, na sexta-feira, já antecipava o que viria a ser confirmado. Cristiano Ronaldo despedia-se dos companheiros de equipa, em Continassa, centro de treinos da Juventus, pouco tempo depois de abandonar as instalações do centro de treinos na Vecchia Signora. Foi Massimiliano Allegri, treinador dos italianos, quem confirmou a saída de Ronaldo, na sexta-feira. "Ele disse-me ontem que quer abandonar já a Juventus, é verdade. Não treinou e não está disponível para o jogo", revelou o técnico.

"As coisas mudam, é uma lei da vida. A Juventus permanece, o que é o mais importante. Cristiano deu a sua contribuição, colocou-se à disposição, agora parte e a vida continua", acrescentou Allegri.

O treinador italiano lembrou ainda que a Juventus tem de "agradecer a Cristiano por tudo aquilo que ele fez e por ser um exemplo para os mais novos. Mas a vida segue".

Eram as últimas horas do craque português em Turim. Para trás ficam três épocas na Vecchia Signora, bastante produtivas, diga-se de passagem, no que aos golos diz respeito, mas que desiludiram o português relativamente ao que a Juve não conseguiu fazer a nível internacional. Por onde passa, Ronaldo vence, marca a diferença e na Vecchia Signora não foi exceção: 101 golos marcados, duas ligas italianas, uma Supertaça de Itália e uma Coppa de Itália.

Fica o amargo de boca na Champions, competição em que ao serviço do conjunto italiano foi eliminado sempre numa fase precoce. Em 20/21, não se esperava que o colosso do norte de Itália caísse nos oitavos de final da Champions e ainda por cima frente ao FC Porto. Desde 2018, desde que contratou o português, a Juventus tinha um objetivo claro. No entanto, em três temporadas a conquista da Champions foi sempre uma utopia e a 'Velha Senhora' esteve longe de se aproximar do objetivo. Em dois anos consecutivos, caiu nos oitavos de final. Em 19/20 tinha sido o Lyon o carrasco. No primeiro ano de Ronaldo em Turim, a Juve acabou eliminada pelo Ajax.

É possível apontar várias razões para a saída do craque: A chegada de Maximiano Allegri, com quem o português nunca terá tido uma boa relação. A perda de competitividade da equipa face aos rivais, mesmo a nível interno. Com apenas um ano de contrato com a Juve, Ronaldo estava já desejoso por uma mudança. O português queria aos 36 anos um novo desafio, mesmo que isso significasse ter de baixar o salário. As finanças parecem não estar no topo das prioridades, o português quer apenas voltar a sorrir na sua nova equipa.

 A mudança de Messi para o PSG fez Ronaldo ponderar

Quando olhamos para o vizinho e este compra um carro melhor podemos desenvolver em nós dois sentimentos: inveja ou vontade de comprar um igual ou melhor. É possível, portanto, que Ronaldo não tenha ficado indiferente à mudança, com toda a pompa e circunstância, de Messi para o PSG. O dianteiro não gosta de cair no esquecimento e precisava uma vez mais de mudar de vida. Só três clubes o poderiam receber: os milionários PSG e Manchester City ou o seu antigo clube o Manchester United. A chegada da 'pulga' a Paris fechou as portas ao craque português, e esfumou-se assim a possibilidade de se poder formar uma dupla com os dois maiores craques que o futebol viu nas últimas décadas. Sobraria o City, comandado pelo xeiques e o dinheiro dos Emirados Árabes Unidos ou United, o clube que o colocou no topo do futebol mundial.

A iminência da mudança para o rival City fez levantar algumas vozes em Old Trafford

"Quando se joga pelo United não se vai para o City", esta frase de Solsjkaer mostra bem o descrédito das gentes do United. Foi nos 'red devils' que Ronaldo se tornou grande e venceu a primeira Bola de Ouro. Wayne Rooney, antigo companheiro de equipa de Cristiano Ronaldo no Manchester United, também considerava improvável um desfecho, que culminasse na saída do português para o rival City.

"É uma transferência interessante, mas não a vejo a acontecer. Acho que o Cristiano tem um legado muito bom no Manchester United e sei quão orgulhoso ele é enquanto jogador e enquanto pessoa. Não consigo ver, mas é futebol, por isso nunca se sabe", afirmou à rádio talkSPORT.

Sobraria a dúvida: Se Ronaldo era capaz de se mudar mesmo para o rival maior do United na cidade de Manchester.

Olá ao City e a Pep Guardiola, ou o regresso de Ronaldo a Old Trafford?

Numa fase inicial o seu clube do coração em Inglaterra nada terá feito para resgatar a antiga estrela, o seu número 7, feito grande com a ajuda do histórico Alex Ferguson, quando os rumores de uma saída eram mais do que evidentes. Mas há mais razões que levaram a que o português ponderasse mudar-se para o rival. Com a mudança para os 'citizens' ficaria escancarada a porta para uma possível mudança para a MLS em épocas vindouras. Esta sim, uma das ambições do craque: o desejo de triunfar nos Estados Unidos.

Os sinais que indiciavam o divórcio entre o craque e a Juventus começaram pouco a pouco a ser evidentes.  O que esperaria então o português no City? Existia, como é evidente, alguma incógnita sobre o que seria a sua passagem pelos 'citizens'. Que capacidade teria o luso de se encaixar na orquestra dos ingleses, com Pep Guardiola ao leme, um técnico que não privilegia um número 9 puro? Certo é que o clube inglês esteve próximo de contratar Harry Kane, um avançado de área, mas modernizado para esta nova forma de jogar. Preparado para os novos tempos, no sentido em que desce no terreno para confundir as marcações e que até pode assumir por vezes o papel de médio e de assistente dos companheiros. Veja-se o que fez o dianteiro inglês ainda no último Europeu.

Para Ronaldo não está certamente reservado este papel, até porque a nível físico, o craque português - com quase 37 anos - não está no seu apogeu. Será uma das caixas de Pandora de 2021/22...De que forma Ronaldo poderia conferir mais utilidade aos campeões ingleses? Esta era a pergunta. Na opção United encontraria um ambiente familiar: O ex-colega e treinador dos 'red devils, Ole Gunnar Solskjaer, o português Bruno Fernandes e quiçá mais margem de manobra e menos pressão para colocar no relvado o seu futebol em prática, circunscrito a um futebol de pequena área, dadas as mudanças nas características enquanto jogador. Terá sido porventura o interesse do rival a reacender o interesse na antiga pérola. Em conferência de imprensa de antevisão, o técnico expressava pela primeira vez um desejo mais aparente em contar com o português, depois de confirmada a saída do emblema italiano: "Se alguma vez fosse sair da Juventus, sabe que estamos aqui. É provavelmente o melhor de sempre a par de Messi", atirou. Mas sem estar fechado o negócio, o norueguês recusou alongar-se sobre o tema: "Não quero especular. Vamos ver o que acontece, todos os treinadores procuram sempre algo mais", acrescentou.

Crónica de um adeus anunciado: Ronaldo já não queria a Juve e a Juve queria libertar-se dos altos encargos face aos honorários principescos do português, correspondidos no campo, diga-se em abono da verdade. CR7 produziu, deu a marcar, agitou as redes e foi decisivo em grande parte dos jogos ao serviço dos transalpinos. Contudo, a relação com a direção 'bianconera' chegou ao ponto de ebulição. Sexta-feira, dia 27 de agosto, o dia de todas as decisões. Os astros pareciam alinhar-se. Com o 'falhanço' na contratação de Harry Kane e a entrada de Messi no PSG, abria-se assim em teoria as portas do City. Pep Guardiola teria assim a possibilidade de trabalhar com outro 'extraterrestre', depois de ter treinado anos a fio Lionel Messi no Barcelona.

Ronaldo errou quando assinou pela Juventus em 2018? Alguns apelidaram a ida de Ronaldo para a Juve como um passo em falso na carreira. Sair do maior clube do mundo, no que diz respeito a títulos, para a mais modesta Série A. O português acabou por nunca ter uma equipa à altura para as suas ambições individuais e coletivas. Desiludido terá também ficado com a mudança para a mais pacata cidade de Turim, em comparação com a cosmopolita cidade de Madrid.

As horas que antecederam a saída

No dia 22 de agosto começou-se efetivamente a encarar a saída como uma realidade. No primeiro jogo oficial na Série A, o português começava o encontro no banco de suplentes. Começava assim definitivamente a construir-se o epílogo para o fim da aventura de CR7 em Itália. O português começava o primeiro jogo da Série A no banco, aparentemente a seu pedido. A 'Vecchia Signora' fez o desmentido, argumentando que tinha sido uma escolha feita em conjunto com o jogador. Ainda no mesmo encontro, CR7 saiu do banco e quase foi decisivo. Poderia ter sido a despedida em beleza da Juve. Marcou o golo da vitória frente à Udinese (2-2), mas o tento acabou por ser anulado pelo VAR. Ronaldo entrou em campo aos 60 minutos e marcou de cabeça, aos 90+5, o golo que seria o 3-2 para a Juventus, anulado pelo videoárbitro por fora de jogo.

Lesão no braço, numa forma de dizer adeus

Na quarta-feira, dia 27, o craque português abandonava o treino mais cedo, na sequência de um choque com Alex Sandro. A Juventus preparava o jogo frente ao Empoli, mas a cabeça do craque já não estava em Itália, Inglaterra era o destino. Restava apenas limar alguns detalhes para que a transferência fosse oficializada. A Juve mostrava-se intransigente e recusava-se a deixar sair a estrela a custo zero.

A confirmação, mesmo não oficial da saída

Se mais confirmações fossem necessárias, Ronaldo não marcou presença no treino desta sexta-feira da Juventus. O dia foi de despedidas e o português punha definitivamente fim à aventura na Vecchia Signora.

Ronaldo - os números e os anos de Juventus - (informação - agência Lusa)

A época de 20/21 acabava com o craque português a sagrar-se como melhor marcador da Série A. A nível coletivo vencia a Taça de Itália, a Supertaça, mas a nível global tratou-se de uma época extremamente negativa.

Em 2018, a 'vecchia signora pagava 112 milhões de euros ao Real Madrid para 'raptar' a sua maior estrela. O objetivo era claro: vencer a Liga dos Campeões, objetivo que tinha falhado vezes sem conta nos últimos anos e com a missão em redundar em fracasso no legado do português.

Na três épocas com Ronaldo, a Juventus teve o mérito de conseguir ser notada e de obter mais prestígio, contudo, acabou por conquistar menos do que nos três anos anteriores à vinda do português. Num conjunto com bons jogadores, mas sem um coletivo verdadeiramente de encher o olho, em 20/21 a Juve caiu com estrondo nos oitavos da Champions. 'In extremis' no final da temporada conseguiu salvar-se ficando com o último lugar - quarta posição - de acesso à Liga dos Campeões. O papel do português na Juve foi o de finalizador, missão que desempenhou nos últimos anos em Madrid. O do homem que tocava para a baliza, numa posição muito adiantada no terreno e sem influência no fio de jogo dos italianos: 36 foram os tentos apontados em 44 jogos. 29 só na Série A, em que só na última época conseguiu conquistar o título de melhor marcador, depois de o ter feito uma vez em Inglaterra ao serviço do United e três vezes em Espanha.

Ronaldo também deixou o seu carimbo na Juve em duas conquistas em 20/21, num ano atípico, com a pandemia ainda a assolar o mundo. Fez o gosto ao pé na vitória sobre o Nápoles na Supertaça e apontou um 'bis' na vitória sobre o Inter nas meias-finais da Taça de Itália. 20/21 também foi o ano de marcas centenárias: atingiu os 100 golos pela seleção portuguesa, numa partida frente à Suécia no dia 8 de setembro de 2020. Chegou aos 100 golos na Juve no dia 12 de maio, aos 36 anos, no triunfo frente ao Sassuolo, na Série A.

Recorde dos recordes

O craque português tornou-se assim no primeiro jogador a marcar 100 ou mais golos por três equipas (Manchester United, Real Madrid e Juventus), para além de o ter feito na Seleção Nacional e também na Liga dos campeões. Em 2021, também conseguiu sagrar-se no melhor marcador no Campeonato da Europa de 2020, com cinco golos, apesar da eliminação precoce da seleção portuguesa, nos oitavos de final frente à Bélgica. Em 2016, mesmo com a conquista do Euro, não conseguiu obter esse feito.

Na primeira época com a camisola da Vecchia Signora apontou 28 golos em 43 jogos. Na segunda temporada, em 19/20, foram 37 as vezes em que abanou as redes, na época mais concretizadora do português com a camisola da equipa de Turim.

À procura da felicidade, uma vez mais

Pelos números, conquistas e continuidade, o melhor português de todos os tempos procura ser feliz de novo em Manchester, quando não o foi no emblema de Turim. Da formação no Sporting, em que se destacou como a grande coqueluche, até ao trono do futebol mundial, tudo aconteceu num ápice. Mas duas palavras nunca saíram do seu dicionário: ambição e consistência. Na equipa principal do Sporting entrou na ressaca do título dos leões em 2001/02. Participou em 31 jogos, apontando cinco golos.

 No dia de inauguração do estádio José Alvalade em 2003, espantou o mundo com uma exibição de luxo frente ao United, que lhe valeu a mudança para Inglaterra. De 'Wonder Kid' passou a valor seguro e a líder e grande estrela da equipa. Deslumbrou com os seus dribles estonteantes, arrancadas imponentes, livres exímios e capacidade de finalização que viria a aprimorar no Real Madrid. No último ano de United conquistou o primeiro prémio de melhor do mundo da FIFA. No entanto, foi em Madrid que foi mais feliz.

Num clima mais propício, na cosmopolita capital madrilena, foi na La Liga que travou batalhas épicas contra o maior rival Messi, numa luta incessante pelos títulos individuais e coletivos. Foram nove épocas em Madrid, 459 golos e muitos títulos, com destaque para as quatro Ligas dos Campeões conquistadas. Saiu como um ídolo e com um legado praticamente inalcançável, mas algo desiludido com a forma como foi pouco acarinhado pelo clube nos últimos tempos.

Regressa agora à Premier League, a um cidade que conhece bem e onde vai tentar novamente ser feliz e deixar a sua marca. Capacidade e ambição tem de sobra.

 

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