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11/07/2021

Rui Pinto comenta medidas de coação aplicadas à Luís Filipe Vieira e restantes arguidos

Luís Filipe Vieira fica em prisão domiciliária até à prestação de uma caução de três milhões de euros.


 

Rui Pinto fez um comentário às medidas de coação aplicadas aos arguidos da operação 'Cartão Vermelho'.

"Perigos de fuga, de continuação da actividade criminosa e de perturbação do inquérito, mitigados com uma caução milionária. Arguidos com tostões na conta bancária, e sem contas offshore, não têm essa benesse", escreveu o informático nas redes sociais.

Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica suspenso de funções, fica em prisão domiciliária até à prestação de uma caução de três milhões de euros, por suspeita de vários crimes económico-financeiros, decidiu hoje o Tribunal Central de Instrução Criminal.

Carlos Alexandre aplicou também como medidas de coação a Luís Filipe Vieira a proibição de sair do país, com a entrega do passaporte, e de contactar com os outros arguidos do processo, à excepção do filho, outro dos detidos.

O juiz de instrução criminal aplicou também como medida de coação ao empresário José António dos Santos, outra das quatro pessoas detidas na operação ‘cartão vermelho’, a prestação de uma caução de dois milhões de euros, segundo informou o seu advogado, Castanheira Neves.

Luís Filipe Vieira, de 72 anos, é uma das quatro pessoas detidas, sob suspeita de estar envolvido em “negócios e financiamentos em montante total superior a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades”.

O empresário comunicou na sexta-feira a suspensão do exercício de funções como presidente do Benfica, “com efeitos imediatos”, por intermédio do seu advogado, à porta do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, onde aguardava para ser presente a primeiro interrogatório judicial, no âmbito da operação ‘cartão vermelho’.

Em causa estão “factos ocorridos, essencialmente, a partir de 2014 e até ao presente” e susceptíveis de configurar “crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento”.

Para esta investigação foram cumpridos cerca de 45 mandados de busca a sociedades, residências, escritórios de advogados e uma instituição bancária em Lisboa, Torres Vedras e Braga. Um dos locais onde decorreram buscas foi a SAD do Benfica que, em comunicado, adiantou que não foi constituída arguida.

No mesmo processo foram também detidos Tiago Vieira, filho do presidente do Benfica, o agente de futebol Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, conhecido como ‘o rei dos frangos’.

 

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