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08/06/2021

"Portugal é candidato a vencer este Europeu"


Fernando Santos avisa, no entanto, que é preciso criar "o nós perfeito" para sonhar com a revalidação do título.

Fernando Santos reforçou, esta terça-feira, a mensagem de confiança nas hipóteses de Portugal em renovar o título de campeão europeu. Em conferência de imprensa (onde também esteve Rúben Neves), o selecionador nacional garantiu, ainda, que não olha para a partida particular com Israel como "um teste" aos jogadores.

Fernando Santos

Portugal sem a base de um clube: A história demonstra isso. Diria que, em 90% dos casos, venceram as seleções que têm como base um ou duas equipas. Portugal também foi sempre assim. Espanha, quando venceu três vezes seguidas, era Barcelona e Real Madrid, o que torna muito mais fácil o trabalho, porque a ideia de jogo já lá está. Como é que se resolve? Como em 2016, com um nós perfeito. Se construirmos o nós perfeito, voltamos a ganhar. O nós perfeito é dentro e fora do campo, trabalhando todos no mesmo sentido. Se entrarmos pelo pensamento individual, não vamos ganhar. Mas os meus jogadores, felizmente, até hoje, conseguiram criar esse nós perfeito. Independentemente do que gostamos mais, estamos aqui para jogar e ganhar todos juntos. Espero que volte a acontecer assim. 

Melhor jogo para explorar a organização ofensiva: Olhando para os confrontos que vamos ter, se calhar o jogo com Espanha era o ideal para isso, porque está ao nível dos que vamos defrontar no Campeonato da Europa. Estamos a falar de realidades diferentes. Temos é que seguir o nosso processo e não ziguezaguear sempre. Se entendermos que esta ideia não está a funcionar tão bem, teremos que alterar. Mas, por agora, temos que a testar.

Deixaria de fumar se isso garantisse a vitória: Isso deixava. Há muitas coisas que deixava de fazer para ganhar um Campeonato da Europa. Se me dissessem para deixar de acreditar em Deus, não ia. Se me dissessem para me separar da mulher ou dos filhos, não ia. Tudo o resto, acho que deixava para ser campeão europeu.

Derrota com Israel teria influência: Pode colocar essa dúvida aos portugueses, mas a mim não. Claro que quero ganhar, nunca quis perder. Não cabe no nosso vocabulário. Vamos ganhar, mas se não ganhássemos ficaríamos, obviamente, chateados e frustrados. Mas íamos alterar alguma coisa para o Euro? Isto é um jogo. É tudo diferente. Antes do Euro'2016, perdemos com a Bulgária, já toda a gente dizia que não íamos lá fazer nada, e fomos campeões. Pensamos na Alemanha e na França... Aquilo é uma fase de grupos, não vai decidir quem vai ser campeão da Europa. Não nos podemos esquecer da Hungria. Joga em casa, trabalha muito, luta muito... Sabemos o que nos aconteceu no Euro'2016, em que a Hungria, o adversário teoricamente mais simples, foi o mais difícil. Temos que estar preparados para isso. Tenho uma confiança absoluta no jogador, e estes jogos são muito importantes para cimentar ideias. Uma coisa é a análise individual. Se falarmos em qualidade individual, ninguém tem dúvidas da qualidade dos jogadores. O importante, agora, é perceber a qualidade técnica coletiva dos jogadores.

O que será testado contra Israel: Não sei qual é a semelhança de Israel com Hungria, Alemanha ou França. Só se for por jogar com três centrais... Não há aqui nenhum teste. Tem a ver com os comportamentos da nossa equipa, não é nenhum teste aos jogadores.

Equipa base para o Euro: Estamos centrados no que estamos a trabalhar, no processo de jogo da equipa. Os jogadores têm sido inexcedíveis no trabalho, sem exceção, com uma vontade enorme de fazer bem, de procurar melhorar. O jogo com Espanha e Israel têm a ver com este processo. Não vai haver nenhum exame, nem amanhã, nem com Espanha, para jogar contra a Hungria. Zero. Espanha e Israel não têm nada a ver. Interessa-me é olhar para o comportamento dos jogadores. Estes dois jogos servem para isso. Amanhã, há jogadores que jogaram contra Espanha que não vão jogar, até porque é importante observar todos os jogadores. Depois, vou tomar as minhas decisões.

Seleção vacinada contra a Covid-19: Não sou médico... Estas questões deviam ser colocadas à DGS. Não sei o que é que a vacinação traz de diferente. Não está provado que alguém que seja vacinado não possa testar positivo. Estou a falar de cor, se calhar até estou aqui a dizer alguma baboseira... Sei é que quem está vacinado, como eu, tem muito menor probabilidade de correr riscos se, por acaso, vier a testar positivo. Sinto-me seguro pelo que tem sido feito sempre em termos de cumprimento escrupuloso das normas da DGS. Tivemos aqui um caso há praticamente um ano em que tivemos três jogadores positivos. Na altura, disse que não acreditava que mais algum jogador da seleção nacional testasse positivo. Sei como trabalhamos aqui e da responsabilidade que todos temos. Tivemos um caso agora, do Gonçalo Guedes, que testou positivo lá e agora está aqui integrado. Tenho a certeza de que, aqui, não vai acontecer mais nada. Isso dá-me absoluta confiança. Pedia era a todos os portugueses que se vacinassem, por bem deles. Da minha parte, já dei o exemplo.

Mais pressionado por ser campeão europeu: Nem mais nervoso, nem mais condicionado. Com a mesma convicção, isso sim. Quando cheguei à seleção portuguesa, afirmei essa convicção logo aos jogadores. Afirmei-vos a vocês quando disse que Portugal era candidato a vencer o Euro'2016, e afirmo da mesma forma, com a qualidade dos jogadores. Portugal é candidato a vencer este Europeu. É com esse objetivo que vamos lá. Sabemos do grau de dificuldade dos jogos, isto não é matemática pura. Temos é que nos preparar bem para errarmos o menos possível e sermos melhores do que os adversários. Se conseguirmos fazer isso, teremos uma maior probabilidade de sucesso.

Rúben Neves

Importância do remate de longe: Depende da situação de jogo. São frações de segundo em que temos que pensar, e, se achar que a melhor solução para a equipa é o remate, irei fazê-lo. Mas tento sempre encontrar a melhor solução para a equipa.

Nuno Mendes e Pedro Gonçalves: Tem sido uma adaptação fácil, muito boa, como quando eu cá cheguei. Temos um grupo excelente de pessoas, um grupo muito unido, ao qual é muito fácil adaptar-se. Eles estão muito bem adaptados, estão a 100% connosco. Sentiram desde início que acreditamos neles.

Leva mala para um mês: A final é o nosso objetivo desde o princípio, e vamos viajar com essa mentalidade. Sabemos que será uma competição extremamente difícil, mas a nossa cabeça está sempre na final. Vamos pensar jogo a jogo para conseguir chegar a esse objetivo.

Vitória contra Israel daria motivação: Quando representamos a seleção, queremos sempre ganhar, seja o jogo particular ou não. Estamos todos a representar o nosso país e o nosso grande objetivo é sempre vencer. Claro que amanhã temos mais objetivos em foco, como ajustar a equipa e tentar melhorar em todos os aspetos para chegar ao jogo com a Hungria com a máquina afinada. Não importa o adversário ou o jogo, queremos sempre ganhar.

Cristiano Ronaldo a guardar golos para o Euro: O Cristiano tem o golo com ele, isso não é questão. Num ou outro jogo pode não marcar, mas, com o Cristiano, podemos contar sempre com golos, já o demonstrou várias vezes. É o melhor jogador do mundo. Temos a sorte de poder contar com ele em mais uma competição. Ele vai responder dentro de campo.

Seleção vacinada contra a Covid-19: Um alívio para nós é termos uma equipa médica de excelência, que trabalha muito bem. Temos que seguir todos os protocolos e sentimo-nos na máxima segurança desde o momento em que entrámos na seleção nacional. Não vamos facilitar em nada e estaremos sempre seguros.

Importância do jogo com Hungria: Tem o mesmo peso de todas as vitórias. São três pontos em disputa. Seja contra Hungria, França ou Alemanha, iremos encarar todos os jogos para ganhar os três pontos. O primeiro grande objetivo é vencer a Hungria. Claro que não podemos olhar para a Hungria e menosprezá-los. É uma equipa forte, que vai jogar em casa, o que também é importante. Vamos ter que estar ao melhor nível para conseguir os três pontos.

Versatilidade do meio-campo: Importante é termos jogadores capazes de fazer o que é preciso. Não interessa os jogadores nem as caraterísticas. Cada jogo é diferente e serão pedidas coisas diferentes. Numa seleção com a qualidade da nossa, temos jogadores para tudo.

 

 

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