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30/05/2021

Na Luz viu o inferno e no Dragão chegou ao céu: As notas do City-Chelsea


 

Thomas Tuchel perdeu a final da Champions de 2020, ao serviço do Paris Saint-Germain, no estádio da Luz, para menos de um ano depois sorrir ao comando dos blues.

O Chelsea conquistou, neste sábado, a segunda Liga dos Campeões da sua história, após vencer o Manchester City, por 1-0, no estádio do Dragão.

E como a vida mudou tão depressa para Thomas Tuchel. A 24 de dezembro, o Paris Saint-Germain demitia o treinador alemão do comando técnico, para cinco meses depois Tuchel erguer a 'orelhuda'. E como é possível ir tão rápido do céu ao inferno? Que o diga também o Chelsea que, a 25 de janeiro, despedia Frank Lampard, e poucos imaginariam que os blues, ao virar da esquina temporal, tivessem uma prenda tão grande à sua espera. 

Uma final que contou com dois portugueses no onze titular dos citizens - Bernardo Silva e Rúben Dias -, já João Cancelo nem do banco de suplentes saiu. E o defesa central acabou por ser um dos melhores da armada de Pep Guardiola, nomeadamente na etapa complementar, mantendo sempre uma grande acertividade no passe e nos duelos aéreos disputados, sendo que, perto do fim, apareceu inclusive em terrenos mais ofensivos. 

Um duelo que ficou decidido com um golo de Kai Havertz, muito desperdício de Timo Werner nos instantes iniciais da partida, uma defesa blue que anulou quase tudo e um Pep Guardiola que perdeu tacticamente para Thomas Tuchel.

Vamos então às notas desta final da Liga dos Campeões:

Figura

Kai Havertz foi, indubitavelmente, a figura desta partida, não só por ter marcado o golo decisivo na final, como ainda foi responsável por dois passes de finalização açúcarados que os companheiros de equipa não aproveitaram.

Surpresa

Kanté é, sem dúvida, um 'monstro' e na linha intermédia poucos são os que lhe conseguem fazer frente. O médio francês foi uma 'placa giratória' nos blues. Mestre a recuperar, eficaz no drible e exímio nos duelos aéreos disputados. 

Desilusão

Mahrez era um dos jogadores em maior destaque no City nesta temporada, porém, no Dragão, teve menos bola do que desejava... e assim se 'esfumou' o talento do argelino. 

Treinadores

Pep Guardiola entrou no Dragão sem um médio centro e isso constituiu uma enorme dor de cabeça para a sua equipa que se viu 'manietada' por um rival, que cedo o pressionou logo a partir da linha mais recuada dos citizens. A nível táctico, o técnico espanhol falhou, apesar das correções positivas operadas na etapa complementar. A verdade é quw, após 100 minutos de jogo, 90 mais 10 de compensação (três na primeira parte e sete na etapa complementar), fazemos as contas e Mendy termina o jogo sem uma intervenção de primeira apanha.

Thomas Tuchel: Há menos de um ano saía do estádio de Luz de mãos a abanar, para em dezembro ser demitido do PSG. Menos de um ano passou e o inferno rapidamente transformou-se num céu, para um homem que operou também uma revolução no próprio Chelsea. Da noite para o dia, o Chelsea de Lampard já faz parte do passado, apesar do elenco ser o mesmo. O técnico alemão foi irrepreensível e deu mesmo um 'banho táctico', mais um e, desta vez, a Guardiola.

Arbitragem 

Bela arbitragem de Mateu Lahoz que não teve qualquer influência na arbitragem. O árbitro espanhol não assinalou grande penalidade a favor do City, aos 59 minutos, e bem, visto que a bola bateu no braço de Reece James, depois de resvalar no peito do jogador do Chelsea.

 

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